segunda-feira, 13 de abril de 2015

NÃO TEMOS O DIREITO DE ESQUECER

                                                                                                                                                                                     Gen Div. Gilberto Rodrigues Pimentel - Presidente do Clube Militar
               Todos sabemos qual a situação do Brasil no início da década de 1960, após a inesperada renúncia do Presidente Jânio Quadros. A ela seguiu-se um torvelinho de tensões econômicas, políticas e sociais que ameaçavam levar de roldão nosso país na direção do ponto central que tudo tragava.
              Vivíamos, o que muitos propositadamente ignoram, o auge da Guerra Fria. No final de 1962 o mundo estivera perigosamente perto do conflito nuclear entre as superpotências da época, na Crise dos Mísseis em Cuba.
       A União Soviética agregava territórios a seus domínios, sufocava qualquer tentativa de insurreição nos países escravizados, como acontecera em Budapeste. Dominava metade da Alemanha, e Berlim Ocidental era uma ilha cercada pelos muros vermelhos. Dirigentes comunistas, impostos pela força e fiéis a Moscou, governavam com mão de ferro e apoio de tropas soviéticas a Polônia, Romênia, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Hungria, Bulgária e Albânia. No Oriente, os comunistas assumiram a Coréia do Norte, a China continental, e acabariam estendendo seus tentáculos sobre o Camboja, Vietnã e Laos.
          Na África, a campanha de expansão comunista ensanguentou Guiné Bissau, Cabo Verde, Congo, Argélia, Namíbia, Angola e Moçambique.
     Os ventos da Guerra Fria também chegaram ao Caribe: Cuba transformara-se em um satélite de Moscou, um verdadeiro porta-aviões ancorado a poucas milhas do território norte-americano, e a luta estendeu-se a Honduras, Panamá, Nicarágua, El Salvador.
     Na América do Sul, as bases comunistas se ampliavam no Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia. E no alvo mais cobiçado, o gigantesco e aparentemente indefeso Brasil.
         Esta visão do avanço vermelho pelo mundo inteiro e do perigo que isso representava para nossa Pátria é, em muitas ocasiões, menosprezada pelos estudiosos do período, às vezes por ignorância, às vezes por falta de visão estratégica, quase sempre por má-fé.
       Para a seleta audiência que hoje nos honra com sua atenção, não é preciso detalhar a ação deletéria de Goulart, Prestes, Brizola, Arraes, Francisco Julião, do PCB, CGT, PUA, UNE, das Ligas Camponesas, dos Grupos dos 11.
      Toda essa conspiração, esses movimentos solertes para empolgar o poder e implantar o comunismo no Brasil, toda a agitação, a violência, a baderna, a crescente confiança e o crescimento da atitude desafiadora, a falsa certeza de que as Forças Armadas estavam infiltradas e dominadas por um grande número de comunistas, prontas a aderir à revolução socialista iminente, tudo foi rápida e eficientemente dominado pelas lideranças democráticas e pelos bravos e dedicados militares que atenderam ao chamado desesperado da sociedade brasileira, expresso na imprensa, nas igrejas, nos lares e nas ruas.
     O ponto máximo da subversão foi atingido em 30 de março de 1964, quando o Presidente João Goulart, em comício aqui ao lado, no Automóvel Clube, conclamou os sargentos a tomarem os quartéis e prenderem os oficiais, anunciando para dentro em breve as nebulosas reformas que sairiam, “a despeito do Congresso ou dos generais fossilizados e ultrapassados”. O Comandante Supremo das Forças Armadas atacava os seus pilares básicos: a hierarquia e a disciplina.
         O Exército não falou, agiu. Na manhã de 31 de março iniciou-se o deslocamento das tropas de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro.
         A sorte estava lançada e o aparentemente sólido castelo da subversão, inflado pela demagogia e pela propaganda, acreditando numa força que era apenas retórica, desmoronou ao primeiro embate.
A Nação estava salva, tínhamos cumprido nosso dever.

         Hoje, quando o Brasil vive instantes de tanta instabilidade, em que os aproveitadores usam todas as armas para manter-se no poder e sangrar os cofres públicos, lembremos aqueles companheiros que, há 51 anos, souberam decidir na hora exata e agir sem temor para recolocar nossa Pátria nos rumos da liberdade e da democracia.
          Recordemos, finalmente, o que escreveu nosso saudoso companheiro e amigo, o Gen Sergio Augusto de Avellar Coutinho:
“Esquecer 1964 é uma atitude de capitulação moral e intelectual. É ocultar das atuais gerações o papel exemplar das Forças Armadas, impedindo a criação da república sindicalista e da ditadura do proletariado.”

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

CANSAÇO

O cansaço físico é superado prontamente quando o indivíduo faz uma pequena pausa na atividade que o esgotou. É típico do esforço submeter ao esgotamento as energias que alimentam o corpo humano. A pausa é necessária para se voltar à normalidade e reconduzir o corpo, antes extenuado, ao vigor que o torna hígido. Pois, de minha parte, pensava que a mesma coisa deveria acontecer com o cansaço mental.
Trabalhar com idéias também esgota o indivíduo e idéias políticas o debilita ainda mais. A interminável discussão sobre o que é certo e o que é errado; quem é certo e quem é errado; quem faz e quem não faz.
A política é a manchete de capa do brasileiro de hoje; resolveram participar. Antes tarde do que nunca! Mas a questão é: De que forma se dará essa participação? Estará preparado ao debate sério e necessário o eleitor da geração "acordei"? Ou o barulho e o blá, blá, blá não passarão dos modismos costumeiros antes ostentados pela geração da "Lei de Gerson"?
A política está tão intrínseca no pensamento humano que é quase natural estar-se envolvido na discussão dessas idéias. Todos nós, de certa maneira, somos agentes políticos; alguns mais outros menos. Mas sem qualquer sombra de dúvida todos nós estamos envolvidos politicamente.
Como cidadãos votamos e somos votados. Mas no sistema político brasileiro podemos também participar sem participar. Existe uma falácia na democracia que diz: O cidadão pode anular seu voto; pode deixa-lo em branco e pode até, se quiser, ir para a praia pois abster-se de votar também é possível; bastará depois justificar, mesmo que não tenha justificativa.
Foi assim que fizeram exatamente 30.137.479 eleitores: foram para a praia!
Pois é, brincar de política também é privilégio da geração "acordei". É por isso que alguns sentiram o cansaço do debate político; da atuação política e, quiza, de votar. Não havendo seriedade a briga vai ficar por conta dos aproveitadores e o cansaço mental se igualará ao do esforço físico com uma ressalva: Nem a pausa contornará a indiferença; a praia será mais atrativa.
C'est la vie!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ESCLARECIMENTO: aos amigos que comigo debateram sobre eleições:

Fui, e sou, contrário as ideologias esquerdistas; alguns dizem que tenho saudades da ditadura. Que ditadura? Não morei em Cuba; não me deixaram entrar em Moscou no ano de 1986; tampouco na Berlim dos vermelhos. Não pude comprovar pragmaticamente o que já sabia teoricamente. Foi melhor, pois Paris é uma festa. Não ovacionei Guevara quando estava na Universidade; não fui na Venezuela fazer média com Hugo Chaves e nem discursei em prol de Maduro. Que ditadura? O fato de eu estar na ativa, servindo às Forças Armadas, e ter continuado por um bom tempo no Exército Brasileiro não pode ser confundido com saudades de ditaduras pois, aqui no Brasil, não houve ditadura! 

Àqueles quem têm medo do estado de exceção, época em que a contra-revolução se viu forçada, a pedido do povo, a garantir a democracia no Brasil, digo-vos: tem medo quem deve!

Eu por exemplo tenho medo de ditaduras, principalmente as comunistas. Será que devo? Sim, claro que devo, pois certamente não serei obediente e tampouco me sujeitarei às atrocidades que cometem os desgovernos vermelhos. Àqueles que adoram Fidel, se emocionaram com a morte de Chaves ou que atravessam a fronteira para gritar em palanques apoio à Maduro, certamente se comprazem quando nosso país balança com a força de 54 milhões de votos, a maioria incautos, que poderia nos levar à uma guinada para a esquerda; são, na minha opinião, lunáticos e mal intencionados; além dos incautos; além dos inocentes úteis. Não são ideólogos! Não são.

Mas vamos colocar os pingos nos "is"; o fato de eu ter dito e insistido, nessas eleições que passaram, que o voto pelo Brasil era 45 não significou, e nem significa, minha simpatia ou meu aval aos nomes e ao partido PSDB. Isso, entretanto, não me coloca próximo ao PT, nunca! Pois PT e PSDB é que são próximos. Então, não venham pedir-me para curtir a página deste ou daquele político pois, os tais, conheço muito bem. Não queiram me apresentar FHC pois não difere em nada de Lula, com exceção do conhecimento intelectual e da educação de escol. Politicamente os dois em nada diferem! Assim, seus outros dois telecomandados são, também, iguais. Portanto, 45 foi um voto ideológico neste mar de partidos sem ideologia. Um voto, quiça, Ideologicamente além do 45. E, notem, nunca me referi a nomes. O número era a saída para que o Brasil, e nossa Nação, ficasse livre do medo de uma guinada vermelha que, fiquem atentos, esta no "coração e mente" de certos petistas.

Não sairei às ruas gritando fora esse ou aquele pois acredito na força da democracia e se vocês, mais de 30 milhões, foram para a praia, agora não adianta querer subverter a ordem. Apenas fiquem atentos e não cometam as bobagens que já cometeram. A propósito: o mar estava para peixe? Aguentem mais 4 anos!

Não adianta chamar o Exército Brasileiro para fazer aquilo que os cidadãos deveriam ter feito quando tiveram democraticamente a oportunidade. Apenas rezem para que o Exército não tenha que garantir a ordem pois, se assim for, é sinal de que a sorte foi lançada e eu não sou lá a favor de deixar que os outros façam aquilo que é meu direito, e minha obrigação, fazer. 

É melhor pelo voto, ao invés do fuzil!

Mas, se tiver que ser, será!

Obs: O povo tem 4 anos para refletir melhor; os partidos têm 4 anos para preparar líderes.

sábado, 1 de novembro de 2014

AS ELEIÇÕES!

Essas eleições passadas foram profícuas no sentido de manifestação de ideologias, conceitos ou simples desabado pelos eleitores que têm acesso às mídias eletrônicas (os demais não podemos mensurar), mas isso também desnudou o pensamento político que, em princípio, na hora do voto, deveria ser secreto (também não sei o porquê desse secreto). De minha parte a ideologia que faz parte do conjunto de meu pensamento político sempre esteve as claras, uma vez que me tornei político partidário no ano de 1989, fundando, com outros amigos, um partido político que teve um record de votos em determinada eleição e que sempre foi ideologicamente claríssimo (esse partido não mais existe). A última manifestação que fiz, logo após as eleições, foram para manifestar meu repúdio aos eleitores que queriam expurgar do poder os atuais mandatários mas, na hora de votar, preferiram não ir até as urnas, ficando como ausentes. ou, como aparece nos resultados eleitorais, as abstenções. O record de abstenções, na minha avaliação, mostrou o desinteresse daquele eleitorado para com o resultado nas urnas; ou sejam: danem! Danamo-nos, todos nós, inclusive àqueles que foram ausentes nesse pleite. Mas, não seriam os embates ideológicos, políticos e as manifestações contrárias a determinados candidatos que me fariam um selvagem truculento que não conseguisse olhar à quem esta ao lado. Por esse motivo, e eu já manifestei particularmente minhas desculpas, agora venho externar a calmaria que toma conta do meu ser (depois da tempestade vem a bonança) e convidar àqueles amigos ideológicamente contrários ao meu pensamento político a voltarmos aos embates sadios das idéias e secarmos as mágoas que porventura ficaram. Vanderlei Assis já me conhece, foi deputado federal comigo, fundou o partido comigo, e nossas discordâncias são resolvidas com um simples "não concordo contigo" ou "concordo contigo". Não concordamos quanto aos votos nulos mas, sobre as abstenções certamente concordaríamos se tívéssemos tempo para dialogar como fazíamos nos tempos da política partidária. Ao Ney, também é amigo de Claro Antonio Mota, e um eleitor do PT, já contatei "in box"; ao Sidnei Gandon, outro "dilmista" convicto, e meu colega de farda, hoje um dos poucos amigos que a vida me brindou, não preciso me desculpar pois o convívio e a amizade supera as discussões que não trazem à vida um bem maior. À Elenice Berbigier Berbigier, que não é petista, apenas uma justificativa do porquê não aderi ao "dane-se" ou, como Vanderlei, à indignação que anulou milhões de votos; eu realmente votei ideologicamente, superando as questões que envolvem os dois partidos que disputaram o segundo turno. Sabia, e sei, que os dois partidos, quiça, todos, nada fizeram, e nada fazem, pela nação, mas, naquele momento, teríamos que desacelerar a corrida cubano-bolivariana que perigosamente desafia a inteligência de alguns pensadores esquerdistas, enganados por uma benesse fantasiosa, e manipula a totalidade dos incautos, ingênuos e sem preparo político. Acredito na solidariedade de Guilherme da Costa e tantos outros quanto ao repúdio àqueles ausentes que reelegeram a atual presidente de nosso País. Sim! A reeleição não foi um feito de 54 milhões de brasileiros, nossos irmãos enganados pela esquerda cubano-bolivariana, mas sim de mais de 30 milhões de eleitores! Repito 30 milhões!!! A cada 4 eleitores, mais de 1, quase a metade, não foi votar. Não estamos contando brancos e nulos. Reelegeram a presidente; sem dúvida! Finalmente, e informando que escreverei um artigo com melhores análises no Blog VISÃO POLÍTICA, em www.camaradosdeputados.blogspot.com, alerto para o que disse àquele avô ao seu neto e à seus correligionários: "não vamos nos dispersar", pois é com isso que os corruptos contam para que a nação caminhe ao encontro das suas conveniências; e não é isso que deixaremos acontecer. À luta! De preferência no campo das idéias e que as armas fiquem ensarilhadas; somos todos irmãos!

(voltarei ao assunto)   

domingo, 28 de setembro de 2014

A INTELIGÊNCIA DE LULA - Não o subestimem!

Podem chama-lo de semi-analfabeto, ou até analfabeto funcional; de sapo barbudo; de amigo íntimo dos mensaleiros; de o homem que nada sabe; de líder de quadrilha ou qualquer adjetivo que lhes venham a cabeça, mas não poderão nunca dizer que esse Ali Babá é burro, não! Inteligência não lhe falta, mesmo que seja nefasta.

Relembrando os últimos acontecimentos, que precederam o início das definições de candidaturas à Presidência da República, recordo-me de uma afirmação de Lula: o PT continuará no poder! Foi então que lançou Dilma à reeleição, mesmo com as ovações em torno dele com o "volta Lula". Mas, naquele momento, havia uma série de acontecimentos que indicavam uma reviravolta nos partidos da base aliada e Lula partiu então para amenizar os ânimos. Conversa daqui, conversa dali conseguiu apaziguar a maioria dos partidos, menos Eduardo Campos e o seu PSB.

Um novo esforço deveria ser feito por Lula agora: o convencimento do ex-deputado Federal, Governador de Pernambuco e seu ex-Ministro. Queria, o molusco, que Eduardo não lançasse o PSB numa "aventura" política, como chamou a intenção daquele partido em lançar candidaturas próprias ao Executivo Nacional; dizia que o partido perderia oportunidades de amealhar cargos legislativos e, ainda por cima, contar com as benesses do PT, inclusive com cargos nos Ministérios. 

Eduardo não quis! 

Lula chegou até a oferecer o impossível: trocar Temer por Eduardo. 

Nada feito! 

O então governador de Pernambuco acreditava ser possível enfrentar Dilma numa disputa presidencial e acabar com as safadezas que ele já conhecia desde os tempos que ocupou um ministério. E sabia! Todo mundo sabia na Câmara dos Deputados e Eduardo era Deputado Federal. 

A prova de que sabiam está nos vários pronunciamentos com denúncias graves e que nenhuma autoridade se dignou a investigar. Nem mesmo o MP, tão solícito em atender fofocas que levaram muitos inocentes a responderem processos, se dignou a, no mínimo, acolher uma das denúncias contra Lula.

O Presidente da República que nunca soube de coisa alguma sobre escândalos e roubalheiras durantes seus dois mandatos e que "acredita" piamente que o mensalão não existiu, na verdade é um mentiroso! 

Roberto Jefferson, Lula, Zé Dirceu e Mares Guia
Mentiroso, pois tanto ele como Zé Dirceu flertavam com os Deputados oferecendo essa propina que, mais tarde, Roberto Jefferson apelidou de mensalão. E sabem por que nem um outro parlamentar denunciou, mesmo àqueles que não recebiam o tal mensalão? Para não caírem, como aconteceu à Roberto Jefferson, mesmo sabendo-se que Jefferson também botou a mão na fruta. E mais, nenhum parlamentar que prezasse sua vida queria estar na mira de asseclas que tudo fariam (e ainda fazem) para morrer em lugar de Lula; ou matar, como fizeram à Celso Daniel. 

Nem mesmo eu, neste exato momento em que estou digitando, tenho certeza se vou ou não publicar este texto; ou se vou ameniza-lo, como fiz em tantos outros.

Lula é um homem inteligente! Para àquilo que lhe interessa e para àquilo que é determinante para o seu partido e seus comandados. Ninguém atravessa seu caminho sem que sofra consequências, nem mesmo Zé Dirceu, que queria ser o candidato a Presidência da República e foi preterido, em favor de Dilma, muito antes dos escândalos do mensalão. Tentou afrontar Lula e caiu pelas mãos de Roberto Jefferson que, na época, era fiel à Lula; e, quizá, continue com essa fidelidade até hoje.

Ao se aproximarem as convenções partidárias, em que cada partido definiria seu candidato, Lula insistiu mais uma vez com Eduardo. Recebeu um educado não! Foi a senha para que o sapo barbudo, que conseguiu superar Brizola em votos, colocasse sua inteligência Batráquia a funcionar.

E funcionou perfeitamente quando Eduardo saiu a procura de um vice para sua chapa. Procura dali, procura daqui, lhe foi colocado de bandeja, em seu caminho, o vice ideal.

Marina da Silva, a petista de carteirinha, que idolatra Lula até hoje e que estava em surto psicótico por causa da sua rede que não tinha conseguido abocanhar os peixes suficientes e necessários ao aval do STE. Em desgraça por não poder concorrer e sem partido o PSB foi a salvação. Com toda sua petulância impôs mundos e fundos e o educadíssimo Eduardo acedeu. 


Feita a convenção o partido que não existe passou a ser mais importante do que o partido que existe.

Lula colocou o PT dentro do PSB. Pronto! 

Estava quase tudo andando perfeitamente quando Eduardo faz um acordo de não agressão com Aécio Neves e assumem a intenção de apoiarem-se no segundo turno. Se Eduardo lograsse êxito ao segundo turno Aécio o apoiaria e vice-versa.

Uma pedra nas intenções de Lula, mesmo tendo uma petista como vice de Eduardo. 

A partir de então todos sabem da história. A turma que deu cabo de Celso Daniel resolveu o problema para seu chefe e, ele, nada sabe!



O PT, então, ficou com dois candidatos à Presidência da República; uma disfarçada de
PSB mas, as duas, com o coração petista e os bonés da força armada daquele partido, o MST.

Você ainda acredita em segundo turno? Então vote em Aécio Neves!

P.S. Aécio, seus deputados e candidatos do PSDB e sua assessoria não me pediram para escrever este texto. Na verdade não estou pedindo votos para Aécio; estou pedindo votos para o Brasil e contra o PT e o PT disfarçado. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

BATEU, LEVOU!

Sra. Jornalista Miriam Leitão: Assisti, há pouco, sua entrevista com o Ministro Celso Amorim, da Defesa. Não fui surpreendido por seus objetivos, sempre destrutivos, quando se trata da imagem das Forças Armadas. 
A Sra., desta feita, usa como mote as respostas das Forças às demandas da Comissão da Verdade, a respeito de atividades repressivas ao terrorismo realizadas em instalações militares, no período da “luta armada”. 
Eu, ao discordar das suas posições, exerço o direito de transmitir-lhe e de divulgar minha opinião crítica sobre o conteúdo da sua conversa com o Sr. Ministro. 
Inicio, lembrando-a de que estávamos, efetivamente, em guerra e que as instalações militares, em quaisquer circunstâncias, servem para albergar recursos humanos e materiais destinados à guerra, bem como para preparar contingentes para que nela sejam empregados! 
No tipo de guerra (Terrorismo) que se travava no Brasil, iniciada por uma minoria de comunistas inconformados com a rejeição de seus planos pela sociedade, os quartéis foram atacados, agregando-lhes a condição de “praças de guerra”. 
No combate ao terrorismo cresce de importância a atividade de inteligência e esta pode e deve ser executada nos quartéis. Portanto, não há ou houve desvio de finalidade dessas instalações no período em que vivíamos em ambiente de guerra. 
Simples e justificável, não lhe parece? 
Em outro ponto de sua entrevista a Sra. insiste na divisão das Forças em “de hoje” e “de ontem”. Para, definitivamente, livrá-la desse pensamento, sugiro-lhe um rápido passeio pela história das nossas FFAA, a Sra. poderá constatar  que os Militares, desde Guararapes até o "Alemão" e a “Maré”, carregam e continuarão a carregar a herança de feitos e que os mesmos não pertencem ao passado ou aos que lá estiveram naqueles momentos, mas a todos os militares, de ontem, de hoje e de amanhã, porque são heranças de honra, de glória e de responsabilidade! 
Cara Sra. Miriam, o que está feito não pode ser mudado e pertence a todos os militares.  Não há como apagar a história nem há como fugir à responsabilidade sem que os soldados deixem de ser eles mesmos. Não há ordem ou desconforto, de quem quer que seja, que os possa fazer esquecer ou ser menos responsáveis ou orgulhosos dos feitos e fatos que compõem a sua história, sob pena de terem que abdicar do orgulho de serem Militares Brasileiros! 
Os militares não têm comemorado, ostensivamente, o 31 de Março porque são disciplinados e cumprem as ordens consideradas pelos Comandantes como compatíveis com os limites da autoridade das pessoas que as emitem, mas isto não significa que tenham qualquer arrependimento da atitude que tomaram naquela data, sob aclamação maciça da Nação, nem tampouco que não se orgulhem da derrota que impuseram aos terroristas. 
Certamente que aí não se incluem os excessos que eventualmente tenham sido cometidos sem a justificativa do interesse maior da segurança coletiva. 
Escarafunchar, desta forma, num passado de meio século, além de perda de tempo, é desconsideração e descaso para com a totalidade dos brasileiros honestos, pacíficos e trabalhadores que, hoje, são torturados e mortos diuturnamente pela insegurança em todos os setores da vida pública e privada sob a responsabilidade do Estado, inclusive no que se refere à própria Defesa Nacional! 
A Sra. observou muito bem na entrevista que as FFAA têm sido chamadas em demasia para acudir a Nação. É verdade, mas em um país governado por falsos profetas, corruptos, demagogos e incompetentes, só os militares, mantidos à distância da contaminação, são confiáveis a qualquer hora, para quaisquer missões emanadas de qualquer dos poderes constitucionais. 
Antes de terminar, Sra. Jornalista Miriam Leitão, informo-lhe que, nos  Colégios e nas Escolas Militares, modelos de ensino para o Brasil e para o mundo todo, pratica-se não só a verdade, mas a  honestidade, a probidade, a lealdade e a responsabilidade, portanto, não há ranço, vontade ou anseio autoritário que possa impor-lhes versões da história! 
Finalizando, devo, ainda, dizer-lhe que pedido de desculpas é devido por quem deve, não por quem tem crédito, e, copiando a voz do povo, nas ruas e nos estádios, com a censura que me impõe a educação familiar e militar, eu lhe digo: “Ei, Dona Miriam, vá rever os seus valores”! 
 Respeitosamente,
 Paulo Chagas, General de Brigada na reserva, é Presidente do Ternuma.
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

quinta-feira, 19 de junho de 2014

MINISTRO QUE JÁ FOI MINISTRO!

Pois, meu caro é único candidato para suceder a "petralhada" no poder, Senador Aécio Neves; é hora de pensar nomes de respeito para que se volte a ter no Brasil Ministérios e não "mini-istérios". Sem se deixar levar pelo oba-oba e a ovação que o povo faz em função de alguns acertos desses ou daqueles é bastante louvável, séria e acertada a missão que poderia ser dada a Joaquim Barbosa, quando da sua aposentadoria apressada do judiciário.

É claro que em política não se prima pela qualidade e tão pouco pela competência; não é necessário ter sido parlamentar e vivido no meio desse "baile de cobras" para se saber que tudo são acertos de contas; pagamentos por ajudas na eleição; apadrinhamentos, etc, etc, etc... 

Sem histerias, bate bocas e réplicas; a verdade é essa e ponto.

O Ministério da Justiça nas mãos de Joaquim Barbosa evitaria um aventureiro, como esses últimos que por la se abancaram. 

Dispensa maiores comentários meu caro ex-colega de parlamento e agora candidato à Presidência de nossa República. É aproveitar o momento para conversar com o ainda Ministro do STJ e, depois, partir para a ação.

Ganhar a eleição não vai ser mérito do seu PSDB, mas sim dos "petralhas", pois a nação brasileira não mais os aguenta; por isso, por favor, faça o que tem que ser feito e deixe de lado, nesses próximos quatro anos, a velha, enrolada, interesseira e lesa pátria "politicagem".

Como não creio mais em partidos políticos, tão pouco àquele em que ainda sou filiado; vejo que o PSDB poderá ser, nesse contexto atual, a forma para que o povo possa respirar nos próximos quatros anos e pensar com mais calma e razão no que poderá ser feito a seguir. 

A continuidade daqueles que estão plantados atualmente no poder é fracasso para a nação.

Et nihil est nisi vas!

domingo, 8 de junho de 2014

NÃO ADIANTA CHORAR DEPOIS!

Com ou sem derrota no futebol os brasileiros irão chorar novamente; ou pelo fiasco da seleção ou pela derrocada do país. Acordem que ainda é tempo!


Não adianta, a praga é a mesma! Mas temos que optar, só se apresenta dois lados: ou caímos de imediato no
lamaçal da ditadura comunista dando-lhes aval para sucatear o país e amordaçar a nação ou respiramos mais 4 anos para ver o que se poderá fazer.

No dito popular, "estamos ferrados"! Os eleitores sedentos pelo "bolsa esmola" não abrem mão da miséria
moral e àqueles que dela nem sabem, pois alienados, continuam a passear por Miami.


Vamos acabar "nus com a mão no bolso"!

sábado, 7 de junho de 2014

Dilma, a Hipócrita


As Duas Vidas de Dilma
Dilma fica com inveja de Cristina Kirchner e desanda a falar besteira sobre a Igreja Católica e sobre o papa. Minha Nossa Senhora de Forma Geral!
Lamentáveis as declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a Igreja e o papa Francisco. Ficou com inveja de Cristina Kirchner. O páreo, a depender da área, é duro. Vejam a violência que as duas praticaram contra o Paraguai no caso do Mercosul. O tratado do bloco recusa o ingresso de ditaduras. Jogaram fora a democracia paraguaia e acolheram a ditadura venezuelana. Em certos quesitos, as duas se juntam como massa negativa. O resultado é inferior à soma das partes. Antes que trate das batatadas da hora, cumpre lembrar um pouquinho a trajetória recente do binômio “Dilma-Igreja”, sempre destacando que a presidente brasileira tem uma boa maneira de se preservar de críticas como esta: dispensando-se de tratar de assuntos sobre os quais não entende nada. A Presidência da República, com seu vasto palco para enganos e desenganos laicos, deveria lhe bastar. Seria prudente abster-se dos temas religiosos. Ou, então, que vá estudar o tema.
Dilma, na vida adulta, nunca foi católica. Pode ter sido na infância e na primeira juventude por influência da família. Depois de taludinha, suas opções foram outras. Como ela já deu mostras de se orgulhar do seu passado, não vai se importar se eu lembrar que, em vez de se ajoelhar no altar do Cristo, preferiu os da Polop e da VAR-Palmares, duas organizações terroristas. Era da área de inteligência. Que se saiba, nunca matou ninguém, mas as organizações de que ela era um dos “seres inteligentes” mataram, sim. Em tempo de Comissão da Verdade, preferem fingir que isso é mentira. Mas é verdade! Com efeito, isso nada tem a ver com a essência do cristianismo.
Dilma_aborto
Em entrevista, Dilma já declarou que reza quando o avião balança — “uma rezadinha”, ela disse. É o que chamo de Teologia da Cumulonimbus. Ainda candidata dos primeiros dias, foi ao programa de Datena, chamou Nossa Senhora de “deusa” — fundando, então, o politeísmo cristão! — e se disse devota dessa entidade. O entrevistador, querendo puxar papo para ver se a conversa rendia, indagou: “De qual Nossa Senhora?”. Ela não hesitou: “Ah, deNossa Senhora de forma geral”. A Nossa Senhora de Forma Geral é a padroeira dos políticos que estão tentando dar um truque nos católicos, afetando uma fé que não têm. No fim das contas, acham que religião é uma besteira, coisa de gente atrasada, do miolo mole. Já andam até dizendo que o cérebro dos crentes é menos desenvolvido do que o dos ateus e agnósticos. Imaginem que prodígios não teriam realizado Santo Agostinho, Santo Tomás, Pascal e Descartes se tivessem um cérebro como o de Dilma Rousseff ou de Cristina Kirchner…  Adiante.
Não era católica, mas precisava se fingir porque isso poderia lhe custar votos. Gabriel Chalita, aquele rapaz pio, a arrastou para uma missa em Aparecida, onde ela se atrapalhou um tantinho ao se persignar. Desdisse várias entrevistas concedidas quando ministra e passou a se declarar contrária à legalização do aborto. Tornada presidente da República, escolheu para o Ministério da Mulher uma fanática do abortismo, que confessara em entrevista, que publiquei aqui, ter participado de uma ONG que atuara na Colômbia, à revelia do governo daquele país, ensinado as mulheres a praticar  o, pasmem!, autoaborto!  A própria ministra confessava, nessa entrevista, que atuara como aborteira sem nem mesmo ser médica. Tudo isso é fato, não boato. Nada disso precisa de “comissão da verdade”. São fatos que dispensam mentiras oficiais.
Às bobagens da horaDilma está em Roma para a entronização do papa, que acontece hoje. A história nos poupou do espetáculo de ter lá o Luiz Inácio Apedeuta da Silva. Depois de ter dado algumas diretrizes a Barack Obama, ele não se dispensaria de ser o farol do papa nesta era de incertezas, não é mesmo? Mas Dilma quase não nos deixa com saudade de seu Pigmalião.
Leio na Folha, em reportagem de Felipe Seligman, que Dilma decidiu dar algumas dicas ao papa e, acreditem, um discreto puxão de orelha no Sumo Pontífice. Foi até mais ousada do que Cristina Kirchner. Ensinou a devota da “deusa” Nossa Senhora de Forma Geral:
“Eu acho que ele tem um papel a cumprir. [A defesa dos pobres] é uma postura importante. É claro que o mundo pede hoje além disso. Que as pessoas sejam compreendidas e que as opções diferenciadas das pessoas sejam compreendidas”.
A fala deixa entrever que, para Dilma, a Igreja Católica anda descolada do mundo. Com 10 anos à frente do governo brasileiro, é razoável que puxe a orelha de um trono de dois mil anos. Cumpre indagar: qual diferença a Igreja Católica não respeita? O cristianismo é justamente a religião que nasce das diferenças, que se anulam pela conversão! Ademais, a Igreja pretende falar ao mundo — e fala mesmo, ou não se daria tamanha importância ao papa —, mas suas orientações valem para seus fiéis. Tampouco os Estados nacionais estão obrigados a seguir seus princípios. Por que, afinal, é tão importante que a Igreja diga “sim” a práticas que se chocam com seus próprios fundamentos?
Quem disse que a Igreja não respeita as “opções diferenciadas”, seja lá o que ela tenha querido dizer com isso? Alguém tem notícia de fiéis perseguidos pela Igreja Católica, dentro e fora dos templos, por conta de suas escolhas? Dilma não é católica. Dilma não sabe nada do catolicismo. Dilma não é nem mesmo obrigada a saber — razão por que deveria, então, calar-se. Mas dá para entender. Tem em mente os padrões de certa política brasileira, não é? A Igreja abraça o pecador, mas não o pecado. É diferente dos petistas, por exemplo, que ficam logo com os dois: o Zé Dirceu vira herói, e a corrupção passiva e a formação de quadrilha são elevadas à condição de arte. É o que os petistas chamam de “opções diferenciadas”. Aliás, a base de apoio de Dilma é uma verdadeira coleção de… opções diferenciadas no cotejo com a moral e os bons costumes.
A Folha informa que Dilma foi indagada sobre a possibilidade de a Igreja atuar na defesa de “políticas progressistas”. Segundo a presidente, o papa não parece ser alguém que “irá defender esse tipo de posição”. Que “tipo de posição”? Do que ela fala? O que é ser “progressista”? A defesa da morte, por exemplo, se confunde com o progresso? Quando cardeal em Buenos Aires, Jorge Bergoglio andava entre os pobres. Bom jesuíta, jamais ficou encastelado.
A presidente disse ainda que é “uma honra ter um papa latino-americano” e que isso é uma afirmação da “região”. Barbaridade! Um papa perde a pátria. Para que a “região se afirmasse”, seria necessário, em primeiro lugar, que tivesse uma pauta e uma visão de mundo comuns, o que é falso. Nem os membros do Mercosul se entendem.  A verdade é que os autoritários do subcontinente estão infelizes com a escolha. A banda ideológica à qual falam — embora menos, Dilma também — está é insatisfeita com a escolha. Os tiranetes acham que o papa Francisco pode colaborar com uma guinada conservadora na região.
Quem dera fosse verdade! Uma guinada que conservasse a democracia!
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-fica-com-inveja-de-cristina-kirchner-e-desanda-a-falar-besteira-sobre-a-igreja-catolica-e-sobre-o-papa-minha-nossa-senhora-de-forma-geral/

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ser de esquerda é bom... Em Paris!


Assim fica mais fácil defender o socialismo igualitário, não é mesmo? Enquanto o brasileiro deve ir de jegue para o estádio, pois metrô na porta é “babaquice”, segundo o ex-presidente Lula, camarada de Chico Buarque, o próprio prefere ver os jogos do conforto de Paris.

E que conforto! Aproveita para ir a um tradicional e sofisticado café local, que como tudo que é tradicional e bom, custa caro. Segundo um crítico, o café não sai por menos de 5,60 euros (quase R$ 17), e um pequeno copo de suco de laranja fica pela bagatela de 7,20 euros (quase R$ 22). É para quem pode, não para quem quer.

Sou o primeiro a defender o direito de os ricos usufruírem suas fortunas como lhes aprouver, especialmente quando é dinheiro honesto, ganho no livre mercado por mérito próprio. Mas convenhamos: quando se trata de um socialista que prega a igualdade, condena o capitalismo e a ganância individual, e chega a elogiar o modelo cubano, e cuja fortuna em parte se deve a benesses estatais, aí fica um pouco diferente, diria até um tanto hipócrita, não é verdade?

Sim, Paris é uma festa. Para alguns, incluindo nossos artistas socialistas. Só “acho” que não vão querer deixar 75% de seus polpudos ganhos com direitos autorais nas mãos do governo socialista de Hollande. Ah, isso eu duvido!


(Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net - Por Rodrigo Constantino)

domingo, 1 de junho de 2014

200

Duzentos, é o número de manifestantes que compareceram na paulista e a quantidade de km do engarrafamento acontecido nesse 31 de maio.

Risíveis são as notícias; um mesmo site, de um grande jornal paulista, anunciou em seus artigos o comparecimento de 500 pessoas, depois 100 pessoas e, nos parágrafos a seguir, ainda noticiou a presença de 300 pessoas e depois de 200 pessoas. Durmam com uma verdade dessas!

Quem compareceu e se deu ao trabalho de olhar atentamente a fila de manifestantes sabe que não passou de 200 pessoas, nem mais e nem menos.

Mas qual o objetivo de mais uma manifestação tendo como pano de fundo a copa? 

Parece-me que misturam-se ideologia e indignação, e isso eu já vi acontecer antes; é a história se repetindo! 

Manifestação na Av. Paulista em São Paulo no dia 31 de maio.
Mas todo o cuidado é pouco pois não estamos na era pré-64; pedir golpe militar agora é desconhecer a história e confundir os ideais da contra-revolução de 64 com as leviandades já cometidas pelos recantos da América do Sul.

Falando nisso, por onde anda o nosso General comandante? e o Almirante; e o Brigadeiro? Por acaso estão esperando que o Bope resolva os problemas nacionais? Ou aprenderam tanto no Haiti que só se envolvem com traficantes miúdos de favelas? 

Vamos acordar gente!!! As FFAA não são mais as mesmas, muito menos os homens que as comandam. Com diárias de R$6,00 (seis) reais para alimentação o soldado vai ouvir quem? Com as bolsas mata-fome o povo vai votar em quem? E com a oposição rasteira que dispomos os petralhas estão dando risadas. 

Já desmontaram o STJ; o Joaquim abandonou o posto e o sucessor é exatamente o seu contrário; querem o que? Eleger o General da Onça que fugiu da raia? O Bolsonaro que foi amordaçado pelo PP? ou o Joaquim que esperou para sair justamente quando ninguém vai poder ungi-lo? 

O barco esta vazando água, na proa e na popa, ninguém vai querer tapar esses buracos. 

Todo mundo grita e desabafa escondidos atrás das trincheiras da internet mas na hora de pegar o fuzil escondem-se embaixo da cama. 

Duzentos na paulista? Tirem suas conclusões...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

AS MENTIRAS "VERDADEIRAS"

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS - in O Estado de S.Paulo
"Comparados ao carniceiro 
profissional do Caribe, os 
militares brasileiros parecem 
escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio"
In O Homem Mais Lúcido 
do Brasil - as melhores frases 
de Roberto Campos, p. 53, 
organização Aristóteles 
Drummond (Ed. 
Resistência Cultural, 2014)

Na memória dos 50 anos do Movimento de 1964, que derrubou o governo Jango, tem sido ele criticado pelos que fizeram guerrilha, muitos deles treinados na sangrenta ditadura de Cuba e que objetivavam implantar um regime semelhante no Brasil, ao mesmo tempo que se vangloriam como sendo os únicos e verdadeiros democratas nacionais. Assim é que a própria Comissão da Verdade se negou a examinar os crimes dos que pegaram em armas - muitos deles terroristas, autores de atentados a shoppings e de homicídio de inocentes cidadãos -, procurando centrar-se exclusivamente nos praticados pelo governo militar, principalmente nas prisões onde houve tortura.

Com a autoridade de quem teve um pedido de confisco de seus bens e abertura de um inquérito policial militar (IPM), nos termos do Ato Institucional n.º 5, em 13/2/1969, pertenceu à época à Anistia Internacional, combatendo a tortura perpetrada pelo governo, foi conselheiro da OAB-SP, opondo-se ao regime, e presidiu o Instituto dos Advogados de São Paulo na redemocratização, quero enumerar algumas "mentiras verdadeiras" dos adeptos de Fidel Castro recém-convertidos à democracia.
A primeira é a de que foram os militares que quiseram a derrubada do governo. Na verdade, foi o povo que saiu às ruas, com o apoio da esmagadora maioria dos jornais, como se pode ver pelas fotografias do dia 19 de março de 1964 na Praça da Sé, diante das sinalizações do governo de que pretendia instalar o comunismo no Brasil. Depois do fatídico 13 de março, em que Jango incitou os sargentos a se rebelarem contra a hierarquia militar, até mesmo nomeando um oficial-general de três estrelas para comandar uma das Armas, os militares apenas atenderam ao clamor popular para derrubá-lo.
A segunda mentira é a de que a repressão militar levou à morte de milhares de opositores. Entre combatentes da guerrilha, mortes nas prisões ou desaparecimentos, foram 429 os opositores que perderam a vida, conforme Fernão Lara Mesquita mostrou em recente artigo publicado no Estado. Por sua vez, os guerrilheiros, entre inocentes mortos em atentados terroristas e soldados em combate, mataram 119 pessoas.
Comparados com os paredóns de Fidel Castro, que sem julgamento fuzilou milhares de cubanos, os militares foram, no máximo, aprendizes desajeitados.
A terceira mentira é a de que o movimento militar prejudicou idealistas, que só queriam o bem do Brasil. Em comissão pelos próprios opositores do governo de então organizada, foram indenizadas 40.300 pessoas com a fantástica importância de R$ 3,4 bilhões.
Eu poderia ter requerido indenização, pois o pedido do confisco de meus bens e a abertura de um IPM contra mim prejudicaram, por anos, minha carreira profissional. Mas não o fiz, pois minha oposição, à época, ao regime não era para fazer, mais tarde, um bom negócio, com ressarcimentos milionários.
A quarta mentira é a de que os democratas recém-convertidos queriam uma plena democracia para o Brasil. A atitude de "admiração cívica" da presidente Dilma Rousseff ao visitar o mais sangrento ditador das Américas, Fidel Castro, em fotografia estampada em todos os jornais, assim como o inequívoco apoio ao aprendiz de ditador que é Nicolás Maduro, além de aceitar o neoescravagismo cubano, recebendo médicos da ilha - tratados, no Brasil, como prisioneiros do regime, sobre ganharem muito menos do que seus colegas que integram o programa Mais Médicos -, parecem sinalizar exatamente o contrário. Apesar de viverem sob as regras da democracia brasileira, há algo de um saudosismo guerrilheiro e uma nostalgia que revela a atração inequívoca por regimes que ferem os ideais democráticos.
E para não me alongar mais neste artigo, a quinta mentira é a de que o Brasil regrediu naquele período. Nada é menos verdadeiro. Durante o regime militar os ministros da área econômica eram muito mais competentes que os atuais, tendo inserido o Brasil no caminho das grandes potências. Tanto que, ao final, o Brasil estava entre as dez maiores economias do mundo. Hoje, com o crescimento da inflação, a redução do PIB, o estouro das contas públicas, o desaparecimento do superávit primário do início do século, os déficits do balanço de pagamentos e a destruição dos superávits da balança comercial, além do aparelhamento da máquina pública por não concursados - amigos do rei -, o País vai perdendo o que conquistara com o brilhante Plano Real, do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O ministro Torquato Jardim, em palestra em seminário na OAB-SP, que coordenei, sobre Reforma Política (2/4), ofereceu dados alarmantes. O presidente Barack Obama, numa economia quase oito vezes maior que a do Brasil, tem apenas 200 cargos comissionados. A presidente Dilma tem 22 mil!
Tais breves anotações - mas já longas para um artigo - objetivam mostrar que, em matéria de propaganda, Goebbels, titular de comunicação de Hitler, tinha razão. Uma mentira dita com o tom de verdade, pela força da propaganda que o poder oferece, passa a ser uma "verdade incontestável".
Espero que os historiadores futuros contem a realidade do período, a qual não pode ser contada fielmente por "não historiadores" que se intitulam mentores da "verdade", ou por comissões com esse estranho nome criadas.
(IVES GANDRA DA SILVA MARTINS É PROFESSOR EMÉRITO DAS UNIVERSIDADES MACKENZIE, UNIP, UNIFIEO, UNIFMU, DO CIEE/O ESTADO DE S. PAULO, DA ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO E DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA, É PRESIDENTE DO CONSELHO SUPERIOR DE DIREITO DA FECOMÉRCIO-SP, FUNDADOR E PRESIDENTE HONORÁRIO DO CENTRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

PT, DOLEIROS E NARCOTRÁFICO


Está presa na Espanha a doleira brasileira Maria de Fátima Stocker, gaúcha de 41 anos, nascida no município de Vicente Dutra, mas com parentes morando no município de Parobé, região metropolitana de Porto Alegre. Maria de Fátima Stocker está presa na Penitenciária Madrid V – Soto Mayor, na Espanha, há cerca de 20 dias. Mária de Fátima Stocker foi presa pela Interpol, em uma operação na qual participaram representantes das polícias especiais da Espanha, Suiça, Inglaterra e Itália.

Quem encaminhou à Interpol o pedido para a sua prisão foi a Polícia Federal de Santos, no litoral paulista.

A investigação que acabou levando até o pedido de prisão dela, deferido pela Justiça Federal, foi iniciada após um alerta da polícia italiana a respeito do tráfico de duas toneladas mensais de cocaína pura, originária do Peru e da Bolívia, promovido pela máfia italiana ‘Ndranghetta.


Os traficantes peruanos e bolivianos ingressavam no porto de Santos à noite, arrombavam contêineres com destino a portos europeus e neles inseriam a carga de cocaína. Depois avisavam seus comparsas da máfia ‘Ndranghetta para invadir navio na Itália e resgatar a cocaína de dentro dos contêineres.

A ‘Ndranghetta pagava para a doleira Maria de Fátima Stocker, que passava aviso ao doleiro Alberto Youssef, avisando que já estava com o dinheiro, e que ele podia passar o valor correspondente, no Brasil, aos traficantes donos da cocaína pura. Onde o doleiro Youssef levantava o dinheiro para financiar os pagamentos do tráfico de cocaína? Junto com seus relacionamentos no PT e no governo petista, nos desvios de recursos públicos, da Petrobras e de outros órgãos governamentais, como no Ministério da Saúde.

A operação de investigação internacional levou mais de dois anos. Nesse ínterim, foram barradas algumas das exportações mensais de duas toneladas de cocaína pelo porto de Santos. Então a máfia ‘Ndrangheta tentou transferir suas operações de embarque da droga para o Amapá, onde mergulhadores enviados da Itália tratavam de afixar a carga ao casco de navios. Uma dessas cargas foi mal afixada e boiou, alertando a Polícia Federal. Os mergulhadores tiveram tempo para fugir.

Em Santos, o alerta da polícia italiana gerou a Operação Monte Pollino, que se conectou com a Operação Lava-Jato.

A doleira Maria de Fátima Stocker é uma mulher que saiu do Brasil e foi morar na Suiça. Lá, conheceu um executivo de um banco suiço e passaram a viver juntos. Ela adotou os filhos do suiço e adquiriu a cidadania da Suiça. Ao se separarem, ela foi morar em Londres, onde também mora uma irmã sua, casada com um iraniano.

As duas já eram monitoradas pelos serviços secretos norte-americanos, especialmente a NSA (National Security Agency). Foi a NSA que avisou os serviços policiais italianos, e estes avisaram a Polícia Federal brasileira.

A Polícia Federal, no Brasil, passou a investigar uma operação de tráfico de cocaína e bateu de frente com um gigantesco esquema de desvio de recursos públicos no governo petista de Dilma Rousseff e na maior estatal brasileira, a Petrobras, gerando recursos que serviam para financiar o tráfico internacional de cocaína.

Este cenário talvez ajude a compreender a grande irritabilidade que se apoderou do governo da petista Dilma Rousseff contra o governo americano e o presidente Obama, inclusive com o cancelamento de visita oficial à Casa Branca. Agora, as duas operações foram deflagradas praticamente ao mesmo tempo, uma no Brasil e outra nos países europeus.

Maria de Fátima Stocker deverá ser defendida na Justiça Federal brasileira pelo advogado Eduardo Jobim, de Santa Maria.

(Créditos: Blog Vide Versus de Vitor Vieira)